Diana, será que é normal sentir vontade de morrer toda vez que vejo sua foto em miniatura nas atualizações desse site que amontoa “amigos”? Não digo vontade física, é vontade sei lá, vontade de nascer de novo só pra não ter que sentir essa saudade inédita e maior. É o que restou, como se você tivesse morrido, fora de alcance. Das mãos, dos olhos, das palavras até. Não sei de você, não sabes de mim, estou morrendo. Eu ando me divertindo à beça sabe, Diana? O sol brilha, tem água pra refrescar, as pessoas se amorenam. Se riem, cada dia algo novo pra fazer, tenho um montão de livros pra ler, o cinema não tem dado conta. Eu estou morrendo Diana. Morrendo de ter que respirar debaixo d’água. Você está viva, você e seus planos mirabolantes, sua vontade de viver na beira no mar. Você está viva, você continua aí sorrindo aquele sorriso que me faz parar subitamente no meio da rua sem razão aparente só de vir na memória dos olhos, mas não tem nada não, é só saudade. Você vive. Você olha com o olhar que vejo agora se descanso os olhos, o olhar que queima o dentro que tenho, o olhar que eu não esqueço nem se eu morrer, que faz da minha garganta um nó crônico completamente embrulhado. É saudade, Diana. Não dói. A saudade é por si só, não tem medidas calculadas por tempo mais tempo menos, ou condições. Saudade sem linha no horizonte, sem clichês das paixões diárias, o corpo que congela de ouvir sua voz naquele dia que acordei de um sonho de sonho e colorido. Saudade que me pergunta se você vai ressuscitar qualquer dia desses, qualquer ano desses, qualquer vida dessas, de qualquer maneira, só um sopro de vida, uma visão ao longe e você se mexendo com tanta alma, andando com seu corpo doce dançante, claro macio, suas roupas de algodão repetitivas, vejo você no meu guarda-roupa sem perceber. Saudade, Diana. Viva no meu mundo de novo, pode ser só pra saber se seus planos são vividos mais que sonhados, só pra saber qual livro te fez chorar desta vez, aonde você mora este mês, se já tem suas próprias chaves de novo. Me devolva a saudade sorridente, Diana, me perdoe por ser tão tolerante e bobo. Me nasça. E seja.
Luis.