o riso de canto escondido

eu estava sentada no asfalto
e tinha tijolo
no asfalto eu desenhei um poema de cantar
você chegou, assim viu seu olho
que o outro estava a memirar
de frente pra ela
a sua melhor amiga
a primeira noite, sim, aquela
o asfalto derretido do calor de achar
achar em você uma vontade de rir
despir o espírito que queria sair
sair de ti e ela encontrar
eu ela, sou eu que sou ela
você ele quem era quem é
a gente cresceu e se desvirou
quem era?
eu sempre escrevi no asfalto
eu era e depois dele mudou
eu digo você
eu digo você eu no alto
aqui de cima o asfalto
pra gente lembrar pra rir
você me dizendo “não esquece”
que depois tanto tempo
meu amigo,
aquele amor calor ainda aquece
da memória a brasa
quando a gente quer
se se lembrar

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